ESG
Relatório ESG: o que é, qual a importância e como elaborar?

Entre as boas práticas que os gestores podem adotar para suas empresas, está a geração e a divulgação do relatório ESG, ou relatório de sustentabilidade. Trata-se de um report que torna públicas as medidas e ações que a companhia realizou no que se refere a questões socioambientais e de governança.
Geralmente divulgado uma vez ao ano, é por meio desse tipo de relatório que se apresenta para clientes, investidores, acionistas, parceiros de negócio e comunidade de modo geral, os resultados alcançados frente aos princípios environmental, social and governance (ambiental, social e governança).
Ainda que não seja um documento obrigatório, o relatório ESG é extremamente bem-visto pelo mercado, pois é uma forma de mostrar transparência em relação às condutas da empresa.
Essa postura, por sua vez, tende a fomentar as tomadas de decisão de investidores, atuais ou futuros, financiadores e consumidores das soluções comercializadas pela marca.
Por esse motivo, o relatório de sustentabilidade deve ser visto e tratado com um veículo para melhorar a imagem da empresa e para abrir caminho para diversas oportunidades de negócio.
Devido à importância do relatório ESG, é bem interessante você descobrir como elaborá-lo, concorda? É justamente sobre esse tema que falaremos neste artigo. Siga a leitura e confira!
O que é um relatório ESG?
O relatório ESG é um documento público que apresenta informações e resultados sobre as ações de uma empresa em relação às boas práticas ESG. O documento revela dados, métricas, indicadores, impacto e valor agregado ao negócio em três pilares distintos: meio ambiente, social e governança corporativa.
Entre os objetivos do relatório está divulgar e comprovar o comprometimento da companhia perante esses conceitos, a fim de aumentar o nível de confiança dos seus stakeholders.
Uma das razões pelas quais é possível alcançar resultados assim é que, ao emitir e disponibilizar um relatório desse tipo, a empresa atribui para si uma importante qualidade: a transparência.
Dessa forma, mostra que, ainda que os resultados não tenham sido os esperados, seus processos seguem pautados no atendimento de condutas socioambientais e de governança esperadas pelo mercado e pela sociedade.
Também por esse motivo, os resultados ESG nunca devem ser manipulados! Tomar essa atitude na tentativa de apresentar somente bons números tende a gerar significativos efeitos negativos para a marca. Estão entre os mais recorrentes:
comprometimento do nome da empresa, o que reflete na sua reputação;
potencial de perda de clientes, que leva à diminuição no volume de vendas e queda de receita;
aumento das chances de perder investidores, importantes parceiros de negócio e até mesmo fornecedores;
dificuldade de recuperar a credibilidade da companhia, o que afeta futuras parcerias.
Dica de leitura: “Reputação corporativa: o que é e como afeta a gestão de fornecedores?”
11 benefícios da elaboração de relatórios ESG
Comprovar a sustentabilidade corporativa, a transparência empresarial e a responsabilidade social por meio desse report é extremamente vantajoso para o seu negócio. Para você ter uma ideia do impacto positivo que pode alcançar, listamos os principais benefícios do relatório ESG. Veja:
melhoria da reputação corporativa;
atração de investidores;
garantia de conformidade regulatória;
identificação de oportunidades de aprimoramento de processos internos;
contribuição com a gestão de riscos;
conquista de diferencial perante concorrentes;
reconhecimento de oportunidades de redução de custos;
aumento do engajamento dos colaboradores;
melhora do relacionamento com fornecedores e demais parceiros de negócio;
acesso a subsídios e incentivos fiscais;
facilidade de adequar a empresa às mudanças de mercado.
Aproveite e leia também: “ESG: como tornar o conceito uma realidade no seu negócio?”
Exemplos de empresas que divulgam práticas ESG
Inúmeros gestores entenderam a importância de criar e divulgar relatórios ESG de suas empresas para apresentar os resultados aos stakeholders e, assim, alinhar expectativas para alcançar resultados melhores.
Estes são alguns exemplos que servem de inspiração:
Nike: adotou uma postura proativa para garantir a sustentabilidade na cadeia de suprimentos da marca. Em seu site, divulga resultados das práticas ESG que adotou, como redução de desperdícios de insumos, restauração florestal e diminuição da emissão de carbono;
Tesla: divulga anualmente um relatório de impacto, no qual destaca retornos positivos como enfrentamento a mudanças climáticas, uso consciente de água e resíduos, redução do consumo de energia;
Unilever: apresenta ao público as metas de sustentabilidade da companhia, as práticas para atingir zero emissões líquidas e abordagens como criação de ecossistemas naturais resilientes e regenerativos.
Não deixe de conferir este artigo: “Sustentabilidade na cadeia de suprimentos: como implementar?”
Quais os principais desafios na elaboração de relatórios ESG?
Apesar de extremamente benéfico, a elaboração de relatórios ESG tem alguns desafios. Conhecê-los é essencial para superar cada um. Abaixo, listamos os mais recorrentes:
dificuldade de coletar dados precisos e confiáveis;
problemas com a integração e o compartilhamento de informações entre departamentos;
alinhamento com padrões de reports internacionais;
complexidade das métricas e indicadores de desempenho ESG;
risco de greenwashing (estratégia de marketing para a empresa parecer ser mais sustentável do que realmente é);
acompanhamento das constantes mudanças regulatórias.
Como lidar com obstáculos assim?
Estas boas práticas ajudarão você e seu time a lidarem com questões dessa natureza:
defina objetivos claros: a partir do mapeamento do fluxo operacional do seu negócio, do reconhecimento de pontos de melhoria e da definição de metas específicas e alinhadas aos pilares ESG, a exemplo de práticas de reciclagem e diminuição de desperdício;
alinhe aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): plano de ação global da ONU, Organização das Nações Unidas, para atingir objetivos como proteger o meio ambiente, o clima e acabar com a pobreza;
engaje os stakeholders por meio da participação dos mais relevantes na emissão dos relatórios e, por exemplo, realização de eventos para difundir o conhecimento e divulgar as ações;
garanta a qualidade dos dados: com o uso de sistemas confiáveis, como os que a empresa utilizada para mensurar o desempenho de fornecedores (SRM) e auditorias internas e externas para confirmar a veracidade das informações;
mensure os resultados por diferentes indicadores ESG:
ambientais:
pegada de carbono;
índices de desmatamento;
impacto da produção na qualidade da água e do ar;
sociais:
percentual de diversidade e inclusão no quadro de funcionários;
taxa de retenção e satisfação de colaboradores;
cumprimento dos direitos humanos na cadeia de suprimentos;
governança:
taxa de envolvimento em escândalos de corrupção e litígios;
práticas antifraude;
índice de transparência;
adote padrões de relatórios ESG:
SASB (Sustainability Accounting Standards Board): fornece padrões específicos por setor e abrange mais de 70 característicos a cada tipo de indústria;
TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures): padrão de relatório ESG voltado à divulgação padronizada de riscos e oportunidades associadas a mudanças climáticas;
GRI (Global Reporting Initiative): framework que inclui indicadores de desempenho ESG padronizados e customizados para empresas de todos os portes e segmentos;
Dica! Este artigo ajudará você: “Normas GRI: o que são e como cumprir”
Como elaborar um relatório de sustentabilidade?
Para elaborar um bom relatório de sustentabilidade e, assim, evitar riscos como os que mencionamos, é bastante indicado que você siga algumas diretrizes. Estas são as sugeridas para a atividade:
levante todos os dados ESG que sua empresa gerou;
apresente quais eram as suas metas;
adote padrões de apresentação reconhecidos pelo mercado;
utilize os serviços de uma auditoria especializada;
escolha os meios de divulgação e compartilhamento.
1. Levante todos os dados ESG que sua empresa gerou
O primeiro passo para emitir um relatório de sustentabilidade corporativa é reunir os dados ESG que a sua empresa gerou ao longo do ano. Neste momento, é interessante envolver os departamentos e solicitar a contribuição de todos os gestores.
As informações apresentadas dependem do modelo do negócio, mas algumas que servem como exemplo para você são:
percentual de redução de consumo de água e de energia elétrica;
tratativas dadas ao descarte de resíduos sólidos;
diminuição do impacto ambiental gerado pelos processos produtivos do negócio.
Dica! Aproveite e leia também: “Como fomentar a agenda ESG na sua empresa? Dicas de um especialista!”
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2. Apresente quais eram as suas metas e indicadores
Uma forma de mostrar para os stakeholders o impacto dos resultados é apresentar quais eram suas metas e indicadores de desempenho ESG.
A ideia com a divulgação é entregar ferramentas para poderem comparar o que a sua empresa pretendia alcançar e o que, de fato, atingiu.
Porém, se o seu negócio ainda não trabalha com KPIs voltadas para esse fim, leia o artigo "Entenda os indicadores ESG e por que você deve aplicar boas práticas em sua empresa" e confira tudo sobre o tema!
3. Adote padrões de apresentação reconhecidos pelo mercado
É fundamental destacarmos que não existe um padrão de relatório ESG a seguir. Isto é, além de não ser um documento obrigatório, não há regras, nem formatos, que precisam ser fielmente respeitados.
Por esse motivo, a prática mais comum que os gestores adotam é utilizar padrões de apresentação já reconhecidos pelo mercado.
Um bom exemplo é o relatório GRI que citamos, sigla para o termo em inglês Global Reporting Initiative, que consiste em uma ferramenta usada para a gestão de indicadores sociais, ambientais e econômicos.
Além dos outros que apresentamos, é possível usar frameworks como:
Disclosure Insight Action (antigo Carbon Disclosure Project — CDP);
Climate Disclosure Standards Board (CDSB);
Measuring Stakeholder Capitalism (World Economic Forum — WEF).
4. Utilize os serviços de uma auditoria especializada
Para aumentar o nível de credibilidade e confiabilidade das informações apresentadas no report, sugerimos contratar os serviços de uma auditoria externa independente e especializada em ESG.
Dessa forma, os dados e processos serão profundamente analisados e mostrarão aos interessados no seu relatório de sustentabilidade que podem confiar nas informações que a sua empresa apresentou.
5. Escolha os meios de divulgação e compartilhamento
Por fim, você deve escolher em quais canais para divulgar o seu relatório. Aqui, tudo depende do porte e da maturidade da empresa. Por exemplo, é possível fazer o compartilhamento no próprio site e/ou blog da companhia ou por meio de releases em portais de notícias popularmente conhecidos.

Como a tecnologia pode ajudar sua empresa em questões ESG?
É certo que sem o uso da tecnologia, todas essas etapas que apresentamos se tornam, praticamente, impossíveis de realizar.
Além disso, é fundamental que você tenha em mente que o relacionamento com outros agentes também influencia os resultados ESG do seu negócio. Um ótimo exemplo é a contratação de fornecedores.
Quando as práticas das empresas fornecedoras não se alinham às da sua empresa, os riscos pertinentes à parceria comercial tendem a aumentar.
Ameaças reputacionais, ambientais e financeiras são apenas algumas que você terá que enfrentar se seus fornecedores não tiverem condutas ESG apropriadas.
Qual a melhor forma de conseguir esse alinhamento? Se essa é a pergunta que está na sua mente agora, saiba que o uso de ferramentas como o Linkana ESG Rating resolve esse problema.
Trata-se de uma solução de análise de riscos dos indicadores ambientais ESG que, por meio de pontuações, revela os riscos socioambientais e de governança que a sua empresa pode enfrentar ao firmar parceria com potenciais fornecedores.

Assista a este vídeo com Leo Cavalcanti, CEO e cofundador da Linkana, e entenda melhor como funciona o Linkana ESG Rating:
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