Riscos imprevisíveis: o que são e como enfrentá-los?

A gestão de riscos de uma empresa deve identificar, classificar e criar um plano de mitigação para diferentes tipos de riscos inerentes à sua operação. Mas o que deve ser feito quando temos os chamados riscos imprevisíveis?
Estar preparado da melhor maneira possível para uma situação nunca antes considerada é uma tarefa extremamente difícil , no entanto, quando a gestão de riscos é executada corretamente, temos a possibilidade de criar um plano de reação capaz de diminuir o impacto e solucionar o problema com eficiência e agilidade.
No cenário atual, com a popularização de investimentos em ações, transformação digital em empresas e efeitos gerais da globalização, é praticamente impossível que a gestão de riscos considere todas as ameaças, mesmo que ela faça um excelente trabalho nessa empreitada.
Pensando nisso, vamos definir o que são riscos imprevisíveis, quais consequências eles podem provocar e como fazer a gestão de riscos imprevisíveis, trabalhando os pilares de prevenção, diagnóstico e reação. Boa leitura!
Diferentes riscos aos quais uma empresa está exposta
A gestão de riscos é uma metodologia prática que visa identificar, analisar e tratar as ameaças que uma empresa pode ter de enfrentar no decorrer de sua operação. Podemos obter uma compreensão simplificada dessa ferramenta no vídeo abaixo:
Com isso em mente, uma das etapas cruciais para aplicação e assertividade da gestão de riscos está na classificação dos diferentes tipos de ameaças que podem afetar sua empresa. Como exemplo disso, temos os riscos financeiros, fiscais, reputacionais e de operação.
Essas classificações permitem identificar a origem, ponto de impacto e probabilidade do evento , todos fatores de grande importância para criar uma lista de prioridades no plano de mitigação, reunindo ações implementadas na sua prevenção, combate e atenuação.
É fato que, mesmo se dedicando intensivamente à estratégia de gestão de riscos, eles ainda podem ocorrer ou surgir de fontes que não foram consideradas previamente, daí a importância de montar um plano de contingência para suavizar o impacto negativo e corrigir a situação adversa.

O que são riscos imprevisíveis?
De modo geral, como é de se esperar, riscos imprevisíveis são aqueles que não foram antecipados na identificação e listagem de riscos potenciais. Isso pode ocorrer por diversos motivos , tais como:
- A origem do risco , evento que desencadeou uma ameaça, ocorreu fora das áreas de domínio ou muito distante do ponto onde se situa o responsável da gestão de risco. Como exemplo disso tivemos o caso do navio encalhado no Canal de Suez, quando um cargueiro interrompeu o fluxo nesse trecho por 6 dias;
- Combinação de eventos menores , resultando em uma ameaça de larga escala. Riscos imprevisíveis podem ocorrer por uma sequência de fatores de pequeno porte ou anomalias de difícil identificação, que acabam atrasando a reação adequada e geram danos maiores;
- Por fim, temos os riscos imprevisíveis que surgem repentinamente e em larga escala , como é o caso da pandemia da covid-19 , por exemplo. Eventos desse tipo alteram as condições convencionais de operação, muitas vezes por tempo indefinido.
Possíveis consequências de riscos imprevisíveis
Riscos imprevisíveis geram muita incerteza e insegurança , principalmente se considerarmos que eles podem atingir diferentes escalas e em períodos variados, totalmente indefinidos por natureza, o que dificulta a capacidade de reação.
Com isso em mente, podemos citar como possíveis consequências de riscos imprevisíveis os seguintes cenários:
Alteração nas condições de melhor custo-benefício
O potencial de riscos imprevisíveis, sobretudo os de maior escala, em alterar os parâmetros de oferta e demanda é realmente elevado. Isso provoca um aumento imprevisto no impacto financeiro de determinado risco e muda os critérios a serem considerados para uma aquisição de melhor custo-benefício.
Operação se torna obsoleta ou impraticável
Mais uma vez citando a pandemia, diversos modelos de serviço presencial se tornaram impraticáveis por conta das recomendações de isolamento, impedindo o funcionamento de setores antes em constante expansão, principalmente no ramo de esportes e eventos.
Necessidade de rever investimentos e planos
Riscos imprevisíveis podem derrubar completamente um plano de investimentos. Eventos dessa magnitude podem tornar inviáveis projetos de expansão e necessitam de reavaliação para que a empresa se mantenha ativa no mercado.
Interrupção operacional até normalização
Pode ser necessário interromper toda operação de uma empresa por conta de riscos imprevisíveis, gerando prejuízos financeiros e até reputacionais de grande escala.
Necessidade de cobrir gastos emergenciais
A resolução de riscos imprevisíveis pode obrigar uma empresa a cobrir gastos em caráter emergencial , também impactando o controle financeiro e a lucratividade da empresa.
Como fazer a gestão de riscos imprevisíveis?
Independente do cenário que deu origem aos riscos imprevisíveis e das consequências que uma empresa pode vir a enfrentar, é importante destacar que eles devem estar, de certa maneira, considerados pela gestão de riscos corporativos.
Para lidar com riscos imprevisíveis, recomenda-se adotar algumas ações específicas para enfrentar situações tão voláteis como essas. De acordo com as boas práticas do mercado, reunimos 3 dicas de como enfrentar riscos imprevisíveis, confira:
1. Equipe de gestão de incidentes críticos
Primeiramente, é necessário contar com uma comissão de gestão de incidentes críticos , ou seja, colaboradores com a responsabilidade de responder situações extremas e de maior gravidade em caráter emergencial.
Por se tratarem de riscos imprevisíveis, é recomendado contar com diferentes níveis hierárquicos e áreas de expertise , aumentando as chances de entender o evento crítico, identificar os pontos de ruptura e estabelecer as prioridades de contingência, bem como delegar e aceitar tarefas para sua condução.
2. Ciclo OODA
Ciclo OODA ou OODA Loop é uma abordagem caracterizada em 4 etapas , que são:
- Observar;
- Orientar;
- Decidir;
- Agir.
Essa metodologia é interessante por ser aplicável a uma enorme variedade de situações. O primeiro passo é observar a situação geral do evento negativo. Em seguida, essa linha de observações irá orientar a reflexão dos envolvidos para que se possa considerar tudo que deve ser feito.
Depois, na etapa de decisão , considera-se um possível plano de ação e seus resultados mais plausíveis. Por fim, esses cenários são comparados para que se faça a escolha mais assertiva , passando para a etapa final , que é colocar o plano de ação em prática.
3. Gestão de crise local
Uma empresa deve iniciar o plano de ação de dentro para fora. Riscos imprevisíveis podem ter origem interna ou externa. Mesmo assim, em ambos os casos, a organização deve priorizar resolver os efeitos dentro da sua operação para manter o faturamento.
Riscos imprevisíveis precisam de uma resposta rápida e assertiva , por isso, começar a gestão de crise no ambiente local utiliza o domínio que se possui sobre a própria organização para aumentar as chances de sucesso.
Em geral, podemos concluir que uma empresa dificilmente será capaz de antecipar todos os riscos e cenários negativos. Ainda assim, é importantíssimo que ela desenvolva uma metodologia adequada e defina os responsáveis em executá-la, enfrentando com agilidade situações adversas e indefinidas.
Não corra imprevistos na gestão de fornecedores
Riscos imprevisíveis podem surgir de qualquer lugar, mas sua empresa pode mitigar essas ameaças com medidas inteligentes. É o caso da mitigação de riscos na gestão de fornecedores , basta contar com a ferramenta de consultas públicas da Linkana.
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